Uma nova leva de estudos internacionais publicados entre 2025 e 2026 está trazendo mais clareza para uma dúvida comum entre mulheres após os 40.
Nem todo sintoma atribuído à menopausa é, de fato, menopausa.
Pesquisas recentes mostram que alterações da tireoide podem produzir sintomas extremamente parecidos com os da transição hormonal feminina. De olho na lista dos sintomas:
- cansaço persistente
- queda de cabelo
- ganho de peso
- palpitações
- ansiedade
- alterações de humor
- dificuldade de concentração
- intolerância ao calor ou ao frio
A sobreposição é tão grande que a European Society of Endocrinology, em sua diretriz clínica publicada em 2025 no European Journal of Endocrinology, recomenda que a função tireoidiana seja considerada na investigação de sintomas da perimenopausa.
Outro trabalho importante, publicado em 2025 no periódico PLOS One com dados do Canadian Longitudinal Study on Aging, analisou mulheres acompanhadas por uma década e concluiu que a idade da menopausa natural, por si só, não esteve associada a maior risco de desenvolver hipotireoidismo.
Já um estudo publicado em 2026 na revista BMC Endocrine Disorders chamou atenção para outro ponto delicado: os níveis de TSH podem variar com a idade em mulheres pós-menopáusicas, o que pode tornar a interpretação dos exames mais complexa nessa fase da vida.
Em outras palavras, aquele número no exame pode significar coisas diferentes dependendo da idade da paciente.
E há mais.
Uma grande coorte populacional publicada em 2025 na revista Scientific Reports (Nature) encontrou associação entre histerectomia em mulheres de 40 a 59 anos e maior risco de alterações tireoidianas, incluindo nódulos e câncer de tireoide.
Tudo isso reforça uma mensagem importante.
Antes de atribuir todos os sintomas à menopausa, vale a pena investigar também a saúde da tireoide.
O endocrinologista Dr. Wilmar Accursio explicou no episódio #034 por que tantas mulheres acabam confundindo essas duas condições — e por que isso pode atrasar o diagnóstico correto. Assista aqui (link) ou dê o play abaixo porque se você tem mais de 40 anos e sente que algo no seu corpo mudou, talvez essa conversa seja para você.









