A nutrição infantojuvenil é um campo vital que se dedica a garantir o crescimento e desenvolvimento ótimos de crianças e adolescentes, fornecendo os nutrientes necessários para cada fase da vida.
Desde o nascimento até a adolescência, o corpo passa por transformações significativas, e a alimentação desempenha um papel central nesse processo. Uma dieta equilibrada e rica em nutrientes é essencial para o desenvolvimento cognitivo, físico e emocional, além de ser um fator determinante na prevenção de doenças crônicas na vida adulta.
Durante a infância, o paladar e os hábitos alimentares são moldados, o que torna esse período crucial para a formação de uma relação saudável com a comida.
No ep007 do DocNoPod, a Dra. Juliana Rossi Di Croce enfatiza que a forma como as crianças se alimentam hoje terá consequências diretas em sua saúde futura. Infelizmente, observa-se uma dualidade preocupante no cenário atual: enquanto uma parcela significativa da população infantil enfrenta o excesso de peso, outra ainda lida com problemas de desnutrição, anemia e deficiência de micronutrientes. Essa realidade complexa exige intervenções focadas na promoção de uma alimentação saudável e na educação nutricional para pais e responsáveis.
As orientações nutricionais para os primeiros anos de vida são claras e fundamentais. Quanto mais protegemos a criança do contato com açúcar e alimentos ultraprocessados antes dos 2 anos, melhor, pois esses produtos podem comprometer o desenvolvimento do paladar e a saúde geral da criança. A prática de cozinhar a mesma comida para a criança e para a família também é incentivada, promovendo a familiaridade com alimentos saudáveis e o compartilhamento de momentos à mesa.
A criança deve ser exposta a uma ampla variedade de alimentos saudáveis, como leguminosas, cereais, frutas, verduras, raízes e tubérculos. Alimentos ricos em ferro e vitamina A são especialmente importantes para prevenir deficiências nutricionais comuns nessa fase.
Por outro lado, produtos com alto teor de açúcar, sal e gordura, como achocolatados, refrigerantes e salgadinhos, devem ser evitados. A consistência dos alimentos também deve evoluir progressivamente, começando com amassados e progredindo para picados, desfiados e, finalmente, para a mesma consistência da comida familiar, incentivando a mastigação e o desenvolvimento oral.
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